sábado, 22 de julho de 2017

23 DE JULHO - LEITURA BÍBLICA ANUAL - DANIEL 7 E 8.

Daniel 7

O sonho dos quatro animais

1No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, Daniel teve um sonho, e certas visões passaram por sua mente, estando ele deitado em sua cama. Ele escreveu o seguinte resumo do seu sonho.
2"Em minha visão à noite, eu vi os quatro ventos do céu agitando o grande mar.
3Quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiram do mar.
4"O primeiro parecia um leão e tinha asas de águia. Eu o observei e, em certo momento, as suas asas foram arrancadas, e ele foi erguido do chão, firmou-se sobre dois pés como um homem e recebeu coração de ho­mem.
5"A seguir, vi um segundo animal, que tinha a aparência de um urso. Ele foi erguido por um dos seus lados, e na boca, entre os dentes, tinha três costelas. Foi-lhe dito: 'Levante-se e coma quanta carne puder!'
6"Depois disso, vi um outro animal, que se parecia com um leopardo. Nas costas tinha quatro asas, como as de uma ave. Esse animal tinha quatro cabeças e recebeu autoridade para governar.
7"Em minha visão à noite, vi ainda um quarto animal, aterrorizante, assustador e muito poderoso. Tinha grandes dentes de ferro, com os quais despedaçava e devorava suas vítimas e pisoteava tudo o que sobrava. Era diferente de todos os animais anteriores e tinha dez chifres.
8"Enquanto eu considerava os chifres, vi outro chifre, pequeno, que surgiu entre eles; e três dos primeiros chifres foram arranca­dos para dar lugar a ele. Esse chifre possuía olhos como os olhos de um homem e uma boca que falava com arrogância.
9"Enquanto eu olhava,
"tronos foram colocados,
e um ancião se assentou.
Sua veste era branca como a neve;
o cabelo era branco como a lã.
Seu trono era envolto em fogo,
e as rodas do trono
estavam em chamas.
10De diante dele,
saía um rio de fogo.
Milhares de milhares o serviam;
milhões e milhões estavam diante dele.
O tribunal iniciou o julgamento,
e os livros foram abertos.
11"Continuei a observar por causa das palavras arrogantes que o chifre falava. Fiquei olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo foi destruído e atirado no fogo.
12Dos outros animais foi retirada a autoridade, mas eles tiveram permissão para viver por um período de tempo.
13"Em minha visão à noite, vi alguém seme­lhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença.
14Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os po­vos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído.
15"Eu, Daniel, fiquei agitado em meu espíri­to, e as visões que passaram pela minha mente me aterrorizaram.
16Então me aproximei de um dos que ali estavam e lhe perguntei o significado de tudo o que eu tinha visto.
"Ele me respondeu, dando-me esta interpre­tação:

A interpretação do sonho

17'Os quatro grandes animais são quatro reinos que se levantarão na terra.
18Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possu­irão para sempre; sim, para todo o sempre'.
19"Então eu quis saber o significado do quarto animal, diferente de todos os outros e o mais aterrorizante, com seus dentes de ferro e garras de bronze, o animal que despedaçava e devorava suas vítimas, e pisoteava tudo o que sobrava.
20Também quis saber sobre os dez chifres da sua cabeça e sobre o outro chifre que surgiu para ocupar o lugar dos três chifres que caíram, o chifre que tinha olhos e uma boca que falava com arrogância.
21Enquanto eu observava, esse chifre guerreava contra os santos e os derrotava,
22até que o ancião veio e pronunciou a sentença a favor dos santos do Altíssimo; chegou a hora de eles tomarem posse do reino.
23"Ele me deu a seguinte explicação: 'O quarto animal é um quarto reino que aparecerá na terra. Será diferente de todos os outros reinos e devorará a terra inteira, despedaçando-a e pisoteando-a.
24Os dez chifres são dez reis que sairão desse reino. Depois deles um outro rei se levantará, e será diferente dos primeiros reis.
25Ele falará contra o Altíssimo, oprimirá os seus santos e tentará mudar os tempos e as leis. Os santos serão entregues nas mãos dele por um tempo, tempos e meio tempo.
26" 'Mas o tribunal o julgará, e o seu poder lhe será tirado e totalmente destruído, para sempre.
27Então a soberania, o poder e a grandeza dos reinos que há debaixo de todo o céu serão entregues nas mãos dos santos, o povo do Altíssimo. O reino dele será um reino eterno, e todos os governantes o adorarão e lhe obedecerão'.
28"Esse é o fim da visão. Eu, Daniel, fiquei aterrorizado por causa dos meus pensamentos e meu rosto empalideceu, mas guardei essas coisas comigo".

Daniel 8

A visão de Daniel do carneiro e do bode

1No terceiro ano do reinado do rei Belsa­zar, eu, Daniel, tive outra visão, a segunda.
2Na minha visão eu me vi na cidadela de Susã, na província de Elão; na visão eu estava junto do canal de Ulai.
3Olhei para cima e, diante de mim, junto ao canal, estava um carneiro; seus dois chifres eram compridos, um mais que o outro, mas o mais comprido cresceu depois do outro.
4Observei o carneiro enquanto ele avançava para o oeste, para o norte e para o sul. Nenhum animal conseguia resistir-lhe, e ninguém podia livrar-se do seu poder. Ele fazia o que bem desejava e foi ficando cada vez maior.
5Enquanto eu considerava isso, de repente um bode, com um chifre enorme entre os olhos, veio do oeste, percorrendo toda a extensão da terra sem encostar no chão.
6Ele veio na direção do carneiro de dois chifres que eu tinha visto ao lado do canal, e avançou contra ele com grande fúria.
7Eu o vi atacar furiosa­mente o carneiro, atingi-lo e que­brar os seus dois chifres. O carneiro não teve forças para resistir a ele; o bode o derrubou no chão e o pisoteou, e ninguém foi capaz de livrar o carneiro do seu poder.
8O bode tornou-se muito grande, mas no auge da sua força o seu grande chifre foi quebrado, e em seu lugar cresceram quatro chifres enormes, na direção dos quatro ventos da terra.
9De um deles saiu um pequeno chifre, que logo cresceu em poder na direção do sul, do leste e da Terra Magnífica.
10Cres­ceu até alcançar o exército dos céus, e atirou na terra parte do exército das estrelas e as pisoteou.
11Tanto cresceu que chegou a desafiar o príncipe do exército; supri­miu o sacrifício diário oferecido ao príncipe, e o local do santuário foi destruído.
12Por causa da rebelião, o exército dos santos e o sacrifício diário foram dados ao chifre. Ele tinha êxito em tudo o que fazia, e a verdade foi lançada por terra.
13Então ouvi dois anjos conversando, e um deles perguntou ao outro: "Quan­to tempo durarão os acontecimentos anunciados por esta visão? Até quando será suprimido o sacrifício diário e a rebelião devastadora prevalecerá? Até quando o santuário e o exército ficarão entregues ao poder do chifre e serão pisotea­dos?"
14Ele me disse: "Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será reconsagrado".

Gabriel interpreta a visão

15Enquanto eu, Daniel, observava a visão e tentava entendê-la, diante de mim apareceu um ser que parecia homem.
16E ouvi a voz de um homem que vinha do Ulai: "Gabriel, dê a esse homem o significado da visão".
17Quando ele se aproximou de mim, fiquei aterrorizado e caí prostrado. Ele me disse: "Filho do homem, saiba que a visão refere-se aos tempos do fim".
18Enquanto ele falava comigo, eu, com o rosto em terra, perdi os sentidos. Então ele tocou em mim e me pôs em pé.
19E disse: "Vou contar a você o que acontece­rá depois, no tempo da ira, pois a visão se refere ao tempo do fim.
20O carneiro de dois chifres que você viu representa os reis da Média e da Pérsia.
21O bode peludo é o rei da Grécia, e o grande chifre entre os seus olhos é o primeiro rei.
22Os quatro chifres que tomaram o lugar do chifre que foi quebrado são quatro reis. Seus reinos surgirão da nação daquele rei, mas não terão o mesmo poder.
23"No final do reinado deles, quando a rebelião dos ímpios tiver chegado ao máximo, surgirá um rei de duro semblante, mestre em astúcias.
24Ele se tornará muito forte, mas não pelo seu próprio poder. Provocará devastações terríveis e será bem-sucedido em tudo o que fizer. Destruirá os homens poderosos e o povo santo.
25Com o intuito de prosperar, ele engana­rá a muitos e se considerará superior aos ou­tros. Destruirá muitos que nele confiam e se insurgirá contra o Príncipe dos príncipes. Apesar disso, ele será destruído, mas não pelo poder dos homens.
26"A visão das tardes e das manhãs que você recebeu é verdadeira; sele porém a visão, pois refere-se ao futuro distante".
27Eu, Daniel, fiquei exausto e doente por vários dias. Depois levantei-me e voltei a cuidar dos negócios do rei. Fiquei assustado com a visão; estava além da compreensão humana.